sexta-feira, 11 de maio de 2007

Quais são seus fantasmas da infância?

Quando vc era pequena, quais eram seus dramas?
Andei pensando nisso pq percebi que vc pode levar pra sempre a reputação que vc tinha no colégio...

Sempre fui uma pessoa... vamos dizer, contrastante. Ao mesmo tempo que tinha um jeitinho “meigo” e fazia posezinhas com mãozinha-no-queixo para as fotos, meu vulcãozinho já existia dentro de mim e era fácil fazê-lo entrar em erupção, bastava me contrariar.
Pra começar, o meu apelido era Bruxinha, não por causa do meu lado “meigo” - at all -mas pq os meninos da minha classe me achavam uma bruxa mesmo, e pequena.
Bruxa por quê?
Porque eu não sabia lidar com eles. Gostava de um menino, que era o mais bonito da escola, mas tb não demonstrava nada – eu não demonstrava, mas todos sabiam! – e mesmo assim, só brigava com ele, pq não sabia lidar com isso. Certa vez, numa aula de “leitura” – isso ainda no prezinho (gente! Gostei dele do jardim à 5ª série, eu acho!) - não sei o que houve, que acabamos brigando pelo livro e rasgando o livro ao meio. Chorei muito, óbvio – eis aí o lado “meigo” – pq não tinha conseguido me controlar e fiquei de castigo.

Já no meu prédio, eram as meninas que costumavam brigar comigo, pq eu namorava o menino loirinho que todas gostavam, pq meu cabelo era liso – pois é!!! elas me confessaram!! haha – ou por sei-lá-mais-o-quê; sei que cheguei a ver coisas escritas a meu respeito nas portas do elevador ou no muro do prédio – horrível!
Mas quer saber? Tudo bem! Pq sabendo disso tudo, tentei me transformar numa pessoa melhor, não-“inzibida” (é... nós escrevíamos assim) e sei que hoje em dia sou querida por muitas pessoas.
Mas, e se eu não tivesse aprendido alguma coisa sobre ter humildade?
E se até hoje eu continuasse a ser uma pessoa briguenta e de “nariz empinado”?
Talvez essas pessoas me odiassem... E eu não digo que não me importo com a opinião dos outros; eu me importo, sim. Por isso acho bom ter mudado... Mesmo porque é sempre melhor cultivar boas amizades, pois em algum momento de apuro, quando vc estiver em território “inimigo”, vc pode encontrar uma delas e precisar da sua cumplicidade...

Um comentário:

Bárbara Semerene disse...

Hahahaha
Amei esse post, Érica! Fiquei me lembrando das minhas histórias de infância... É incrível como essas coisas que acontecem com a gente na nossa "pré história" são marcantes. E é incrível também como a gente já se apaixona com essa idade!!!
Me lembro que no jardim de infância eu inventava pra todo mundo da minha sala que eu já sabia ler. Pegava as revistas, via as imagens e ficava ali inventando para os outros o que estava escrito. E o pior: TODO MUNDO ACREDITAVA. Desde então eu sei que não sou MEGAINTELIGENTE, nem menina prodígio. Mas já era uma ótima marketeira, principalmente boa em marketing pessoal! hahaha
Também me lembro da única vez que tive uma xará na mesma sala, e que fingiu que um dever de casa caprichado que eu tinha feito era dela - quando a professora entregou nossos trabalhos, já corrigidos, trocados (é óbvio que o dela estava um lixo). E a idiota da professora não acreditou em mim!
E me lembro do meu namorado Tomás, que era sempre o meu par nas festas juninas, dos 6 aos 8 anos de idade. E depois do Humberto Luís, filho de uma amiga da minha mãe. E mais tarde do José Eugênio, aos 11 anos, que ia de bicicleta até minha casa e a gente ficava conversando em cima da árvore. Não me pergunte sobre o que!!!!! hahahahaha