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domingo, 16 de março de 2008

tudo ao mesmo tempo agora

Nunca só um, sempre dois, sempre mais...
("amor, pede uma porção de batatas fritas?")
É o exagero intrínseco da alma que está se assumindo sagitariana
Ou o medo de perder tempo.
Escolha apenas um.
Acho melhor levar dois... Só dois.
Por que e se eu chegar em casa e gostar tanto que precisaria de mais?
E aí fica longe, o trânsito é difícil, o tempo chuvoso...
E se um não for o bastante? E se um decepcionar?
"Quem tem um não tem nada", foi a frase da semana, no escritório.
Será que ela deveria servir pra tudo?


"[...] tínhamos primeiro que experimentar os mais diversos e contraditórios estados de indigência e felicidade na alma e no corpo, como aventureiros e circunavegadores desse mundo interior que se chama "ser humano" [...] - em toda parte penetrando, quase sem temor, nada desprezando, nada perdendo, tudo saboreando, tudo limpando e como que peneirando do que seja acaso [...] - até que enfim pudemos dizer: eis aqui - o nosso problema!" Humano, demasiado humano - Friedrich Nietzsche

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

reflexão

Perambulo pelo mundo para fugir da minha já conhecida obsessividade.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

tenho amigos para saber quem eu sou*

E mais uma sobre o desapego é saber que a gente atrai, no decorrer da vida, pessoas que estão querendo o mesmo que a gente... Sintonia... Ciclos...

É como o rádio do carro, que em alguns momentos, pega melhor ou pior dependendo de onde se está.

E temos sempre tão agradáveis surpresas... Pessoas que vêm com toooda sua história, sempre com algo a te acrescentar, um outro jeito de olhar a vida, de simplificar as coisas...

Os que passam, não foram embora, apenas estão em outro canal, vivendo outras coisas; numa outra rua, outra hora, e voltarão a sintonizar-se com a gente, trazendo outro monte de coisas novas pra contar, pra ensinar...

E assim a vida segue, nos presenteando todos os dias com o frescor das novidades, dos novos amigos, das novas idéias, das novas emoções...
E eu os chamo de amigos pois os reconheço. Reconheço neles as minhas buscas. São todos meus iguais. Hoje ou sempre ou pelo tempo que a sintonia durar.

*frase de Oscar Wilde, do profile de uma nova e sintonizada amiga.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

free as a bird

(resquícios das ótimas conversas de ontem, meninas! ;-D )

Tem sido bem interessante olhar com outros olhos essa possibilidade de ir e vir sem obstáculos - que não os que forem criados por nós mesmos...
Outrora pareceu triste não ter ninguém pra ligar, pra dar satisfação...
Agora, deste outro ângulo, parece... Livre.
Que visão beeeem melhor da vida!
Posso decidir, na hora em que eu quiser, ir para a conchinchina ou só até ali na esquina
Sem ter que pedir ou perguntar...
Se todos provassem veriam que é um doce difícil de largar
Eu posso até
Escrever sem me preocupar em pontuar...
Ou escrever errado
Sem acentuar
Existem fases em que só o que vc deseja é ter paz
Para poder voar...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

what goes around, comes around

Alguém muito inteligente, disse um dia que a Terra é redonda.

Brilhante. Esse era o cara.

O que ele não sabia é que a Terra é uma bolha, com várias bolhas dentro, bem grandes.

Dentro dessa bolha; que é a nossa comunidade, o círculo de pessoas com quem nos relacionamos; ninguém entra, ninguém sai. Todos sempre estiveram lá, o que faltava era encontrarem-se ou RE-encontrarem-se. - lembrem-se: a bolha com as bolhas, é grande! -

O que significa, que não adianta muito dizer adeus à alguém, com drama e lencinhos, ou achar que alguém se perdeu "nas estradas da vida".

Não.

Você diz adeus e as pessoas voltam.
Talvez aaaaanos depois, mas voltam.

Você ouve um "faz tempo, né"... Mas a impressão que dá foi que a última vez (que não era a última) que você a viu, foi 2 dias antes, ou na semana anterior.

Simples, rápido e fácil.

Acaba com toda ansiedade e possessividade do mundo.
É a receita para o desapego, Cá: (!!!!!!!!!) Saber que o que vai... sempre volta.

(outro alguém tão esperto quanto o de lá de cima - que não o Justin Timberlake - também já deve ter dito isso... é a "Teoria de sei-lá-o-quê")

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

como dizer adeus...?

E quando tudo acaba, sobra o que foi conquistado durante toda uma vida.
Matéria.
A terapia de quem fica é jogar tudo fora... tudo tudo tudo tudo.
Deus, parece que nunca acaba!
Aquilo tudo é história, história de uma vida, 50 anos... 90 anos...
Tudo vira lixo.
Quem junta os restos, age como se estivesse cavando com as próprias mãos uma cova na terra. Até arrancar as unhas, a pele... Até sangrar. Até fazer chorar...
E o choro, não é da dor física... É da dor que não tem cura...
A única cura talvez seja salvar uma caixa de jóias e guardar lá, o que é impossível jogar... por toda a vida.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

saudade!

É engraçada a reação de alguns homens frente à exclamação:
- Saudade!
Digo "homens" pq foi neles que percebi as mais variadas reações, mas dificilmente o “eu também”... (a não ser de namorado apaixonado)

Ok, ok, não dizem "também" porque talvez não estejam mesmo com saudade... - Uma vez, um ex-pretê, respondeu: “ah, baby... eu não tô com saudade, porque a gente sempre se fala e têm se visto direto...”
Santa sinceridade, Batman... Rsrsrsrsrs...

Já ouvi NADA de resposta também. E ainda um “linda!” (or something).

O que eu quero dizer é que parece que “saudade” é uma coisa muito séria, que só é permitido sentir saudade se houver um compromisso, um treco a mais, sei lá... Mas não é!
Nós, mulheres, dizemos “Saudaaaade!!” à torto e à direito!

It’s not a BIG deal! É muito simples!!!

Vc não vê alguém faz tempo, ou até nem há tanto tempo assim, mas é alguém de quem vc gosta, seja de conversar, de jogar baralho, de beijar, de olhar, sei lá... O que vc pode dizer?

-“Oi!! Tudo bem, sim!!! E vc???? Faz tempo que não nos vemos...”

Ai, coisa sem graça! Faltou algo na frase, não?
Alguém podia inventar uma palavra semelhante, que tivesse menos peso talvez, para ser aplicado em casos mais amenos, tipo o “Eu amo” e “Eu adoro”, sacam?! Mas enquanto não inventam:

S-A-U-D-A-D-E!!!

É mais leve ainda do que o tal do “I miss you”, não? - “Eu preciso de você", é pesadérrimo!!!

Saudade é além de tudo uma palavra que não tem tradução!!

Hum... será que é aí que está todo o peso do negócio? Por não ter tradução, não pode ser falada em vão?
Hum...
Tá, então preciso de outra palavra.
Mas enquanto não inventam:
SAUDADE!

...Sintam, tenham, DIGAM!
É bom (às vezes) e todo mundo gosta (às vezes).

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

colcha de retalhos

Pensando sobre a história dos encaixes, levantada pelo Flávio lá no Prozac...

Muitas vezes, cruzamos com pessoas com características que suprem algumas de nossas carências, dificilmente todas numa só... Um gosto musical, um bom papo, um beijo delicioso, uma dança bem dançada, algumas novidades sobre um assunto que vc pouco conhece e por isso, bem interessante... Enfim... Mil coisas!

Penso naquele texto do 02 neurônio em que a Nina falava sobre terceirizar "alguns serviços"... (postei aqui, procurei e não achei, minha organização blogal está falha... nhé)

Eu disse que seguiria o conselho, mas ao invés disso, sigo por aí, encontrando pequenas peças para o meu enorme quebra-cabeças...

Às vezes, algumas, de quebra-cabeças diferentes, se encaixam com o meu, perfeitamente...

O que devo fazer?

Transformar o antigo padrão em um patchwork divertido e seguir em frente mesmo assim, ou bagunçar tudo e exigir que as regras sejam seguidas?

Continuo pensando...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

good day, sunshine!


Uma manhã de sol nos traz bom humor
Uma noite de sexo também.
Com amor então... Nem se fala.
Chocolate faz bem pro humor. Comprovadamente!
Rir com os amigos...
Acordar com o seu cãozinho te chamando.
Ler um bom livro - em silêncio.
Gostar de quem te gosta...
Perfumar-se...
Ou sentir um perfume especial...
Beijar na boca!
Comprar roupas!!!
E sapatos!!!
Dormir bastante...
Com todos os travesseiros do mundo!
Ou ainda adormecer na rede, após o almoço.
Ver a chuvarada de verão, que logo passa.
Dançar, dançar, dançar...

A gente sabe todas as receitas, né? Por que, às vezes, insistimos em fazer o contrário?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

mute

... e quando já não existem mais palavras para explicar toda a sorte de sensações, o melhor é fechar-se em silêncio...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

aldeia mágica

Estava decidida a curtir a mim mesma quando cheguei ontem em casa, mas ainda não a reconheço como minha, sabe...
Longo assunto para explicar o inexplicável.
Ela nunca me pertenceu na verdade, eu era parte dela apenas e agora ficamos aqui, mães e filhos órfãos do seu chefe "Apache"...
Que seja.
A vida segue em frente e o meu espaço logo será encontrado.
Cheguei disposta a ficar mas não gostei do que via.
Queria silêncio mas não seria lá que eu encontraria.
O jeito é levar a vida como tem sido ultimamente: não gosto, mas tenho que aceitar.
Por enquanto... por-en-quan-to...
Assim, sentei-me diante daquele que é, ao lado do meu cãozinho, meu amigo fiel, e fui passear pela mágica aldeia - aquela que é capaz de despertar toda a sorte de sensções...
Felizmente fui fazer uma visita ao Jorge, Walmir e Anne, os mais poetas da turminha...
QUE DELÍIIICIA!
O mal-humor passou, vieram à cabeça alguns flashes e fui surpreendida por uma vontade de também “poetar”... Daí sairam algumas coisinhas, que estão loooonge da beleza com que eles se expressam, mas há de ser um começo, pois sempre há de se começar de algum jeito...




SUAVE GENTILEZA

Admiro os homens que sabem apreciar as mulheres
Que vêem beleza mesmo diante de suas imperfeições
Mesmo em dias como os de hoje quando a poesia parece que se perdeu
Vê-se cara e não mais seus corações
Atenta-se para a imagem e não mais para o toque
Toques esses que são capazes de nos levar a tantos lugares
Toques esses que vêm de mãos gentis, firmes e quentes
Que nos tocam com todo o apreço merecido por uma mulher de verdade
Que ama, que teme, que goza, que sente...


--&--

SWEET (?) HOME

Tudo o que eu queria era um pouco de paz
Mas o que seria meu refúgio, parece mais uma balbúrdia
Não posso deixar
Não quero me acovardar
Mas tem dias que eu gostaria apenas de um lugar confortante, protegido e em paz
Para que só com os meus pensamentos eu pudesse ficar
Anseio a cada dia o dia da minha liberdade
Lá estarei, enfim, pronta para o que mais a vida me reservar
Até então, procuro em vão
Um aconchego, um lar
A minha única paz está na certeza de que esse dia
Esse dia logo há de chegar

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

impressionistas

Não... Não são paixões, não haveriam de ser pois passam rápido...

As paixões não deveriam passar rápido.
Alguém disse que se termina com dor, há de ser amor, mas isso eu tb sei que não é.
E alguém teimou em rimar amor com dor... Quem foi mesmo?

Foi essa a lição que eu aprendi... (Cá! Descobri!!!)

Mas voltando à história das paixões, descobri que há uma similaridade em IMPRESSIONAR-SE e APAIXONAR-SE.
A linha que separa as duas coisas é tênue e os desavisados já vão se auto-intitulando apaixonados...

Mas por quem é que você se apaixona de verdade?
Quem são aqueles que te tocam a alma?

E os que te tocam a alma, por quanto tempo permanecem perto do seu coração?

PERTO porque para estar DENTRO dele é preciso mais que simplesmente "tocar a alma", é preciso que a tomem de assalto, que a levem para lugares nunca antes visitados, aos céus...
Quem são aqueles que conseguem entrar na parte mais segura do seu coração?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

um elefante...

(post escrito ontem e não publicado por "falta de tempo"... hahahaha.. eba!)


As usual, conversa boa com Cámilas (ante)ontem à noite me fez passar a enxergar a parte da chata do meu trabalho de um modo diferente...
Algo assim:
Well, se desenhar os tais elefantinhos não me parece mais prazeroso, resta-me pensar que são esses elefantinhos que valem a grana que depositam no final do mês na minha conta pra tomar um monte de cerveja e viver a vida como deve ser vivida. Portanto, um elefante vale muitos reais e agora eu os acho muito legais. (e não incomoda muita gente...)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

a vida como ela é

Conversando com um "amigo-semi-novo" ontem.
Ótima conversa, como não poderia deixar de ser: adoro os novos assuntos que os novos amigos me trazem!!
Esse amigo trabalha no meio jornalístico e num certo momento, cheguei a compará-lo à Camila pela capacidade de “filosofar” e encarar a dura vida como ela é, separando trabalho de sentimentos.

Ele esteve fazendo a cobertura daquele acidente da TAM. Disse, que foi muito louco, porque ao mesmo tempo em que sentia o calor das chamas no seu rosto (e citou esse calor muitas vezes), por dentro, era extrema a frieza que ele tinha que ter para chegar até as famílias das vítimas e perguntar “quem você perdeu?”. E SEM CHORAR! Trabalhinho duro esse, hã...

Propus promover um encontro entre ele e Camila, para que presenciasse tudo aquilo que ela nos relata... Prato cheio pro jornalismo sensacionalista, que é o que, no fim, atrai o público de certos jornais... O povo gosta de ver desgraça! Credo. (mas é afinal, o que está mais perto deles do que os bam-bam-bans do Planalto...)

É como ele disse: “seu pai não vira pra você todas as vezes em que você faz uma coisa boa e fala: é isso aí, filhão...”
Não fez mais que a obrigação, amargamente falando... Mas quando você faz uma merda, alguém, decerto, vai falar: “Que merda!”

Enfim... Fiquei pensando nas oportunidades de filosofar que nossa profissão nos traz...

PS: Lembrei do Ernesto, filosofando sobre as cores na tela do computador...
PPS: E no caso da minha, até o Flávio filosofa sobre "sustentabilidade"... rsrsrs

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

o mito

Casa de Cámilas:
Sempre hooooras de boa conversa e comilança... (Pouca bebelança pq a semana foi frenética, afinal. e é uma boa maneira de lembrar dos assuntos todos no dia seguinte... hehehe...)


Entre mil coisas que linkamos com a “cola mágica” durante aproximadamente 6 horas de conversa ininterruptas merece destaque a seguinte discussão:
- minha vó, "D. Buonna Gemma”, sempre me contou que tinha um amor, o Américo.

Américo, que deve ter sido um belo galã e dançava tango como ninguém... (parece que as mulheres da família tem uma quedinha por um tango)

Ué, mas e seu avô? Ah... “o coração tem razões que a própria razão desconhece...”
A gente sabe bem que no nosso coração cabe muito mais gente do que a sociedade determinou que deveria...
Well...
Camila me diz que sente medo dessa possibilidade de viver uma vida inteira com uma ilusão de um amor que poderia ter dado certo...
Medo????
Vai saber se essa não é uma maneira de mantê-la viva, de acalmar seu coração e de não permitir que ele se torne gelado com o tempo...

Enveredamo-nos pelo assunto do “mito”.
O Américo é um mito.
Quem sabe se ele existiu? Quem sabe se ele era um belo fdp ou não?
Ninguém. Até porque, é muito possível que as pessoas relacionadas à eles não existam mais...

Outro medo da Camila: chegar a um momento em que todas as pessoas que vc conheceu não existirão mais... Só você.
Uma opção: uhuuuu! Agora sim você pode criar sua própria realidade e viver feliz como se sua vida tivesse sido realmente boa!
Vai saber... rsrs...

A discussão central dessa história no fim é:

Será mesmo melhor enterrar um mito?

Será bom saber das coisas da vida nua e cruamente, com todas as suas imagens feias e dolorosas?
O quão bom é o escapismo para nos mantermos vivos?

DROPS:
Camila diz: “As pessoas burras sempre tem aquele sorrisinho infeliz”
Aquele sorrisinho de quem nem sabe que tem mais da vida lá fora... Nós, por querermos saber demais, sofremos pq estamos sempre vendo um "algo mais" por entre as coisas...

PS: queria lembrar alguma frase célebre de Romeu e Julieta, mas não posso pesquisar... grrr...
Imagem: Romeo & Juliet de Sir Frank Dicksee

terça-feira, 4 de setembro de 2007

it's aaaaall about "know how"

Pois então, meus queridos...

Estamos passando por algumas reformulações de rede por aqui... o que significa que estou limitada (um pouco MAIS!) em uma série de coisas... por isso o meu post-desabafo abaixo...

Felizmente, ter algumas características como docilidade (nooooot reeeeally), facilita muito algumas negociações... rsrsrs... Ave!

Anyway: o que penso agora é que às vezes é muito bom se preparar para o pior, pq quando conseguimos algumas vitórias (vitorinhas, que sejam) elas parecem muuuuuuito mais interessantes...

Vale usar isso para a vida até (gente, eu sei que posso ser apedrejada com o que vou escrever a seguir, but...): quando nos contentamos com pouco e recebemos um pouco mais do que esse pouco, fica fácil sentirmo-nos felizes, não? E a vida se torna tão mais simples...

Eu sei, eu sei: "você jamais deveria se contentar com pouco!"
Mas se expectativas não são boas e contentar-se com pouco também não é, o que é bom afinal?????

R: Bom é ter conseguido negociar com o pessoal aqui e poder PELO MENOS por pra fora o que eu estou pensando, senão eu ia enlouquecer de verdade...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

try... just a little bit harder

Pensando...

O pior de quando uma coisa, teoricamente, não dá certo, é que há uma expectativa em volta dela que é difícil minimizar...

Na verdade, mais pesado fica se há mais pessoas envolvidas, aquelas que tooorcem por você; a frustração é ainda maior porque, além de você ter que explicar para si que essas coisas acontecem e blablabla, tem que ficar justificando e teorizando o assunto quando seria melhor esquecê-lo.
Ou ainda, ficar explicando os mecanismos que vc usa para compreender que aquilo é apenas um tropeço diante de toooodos "os obstáculos que a vida apresenta"... Cansativo... São mecanismos que só servem pra você! Tipo, "haute-couture"...

Tá, você não tem que provar nada pra ninguém e tal... Mas tem, né? Tem aquela "dívida" com a torcida... Segurar a onda deles para não sairem atirando pedras, tomates e afins, naqueles que contribuiram para o "fracasso" da missão... rs...

Coloco entre aspas, pq eu não admito a perda.

Ruim? Talvez... Mas vejo pelo meu histórico que obtive muitas vitórias com a persistência e essa é minha essência absoluta: persistir, desafiar (não competir, hein!), provar que dá certo... Porque dá. Basta querer!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

zzzzzz...

Inspirando-me no provérbio chinês lá do blog da Anne - He who deliberates fully before taking a step will spend his entire life on one leg - estou com meus boêmios botões a pensar:

Pois é... eu fico aqui, nesse meu mini-mundinho, me preocupando com as dores que posso vir ou não sentir, sendo que, do alto do meu egoísmo sou incapaz de pensar que existem dores muito maiores no mundo...
Isso faz sentir-me tola.
O que é uma dor de amor comparada à dor da perda de uma pessoa, por exemplo?
Ínfima.
Houve um tempo em que eu proferia isso aos sete ventos: "eu já passei por tanta coisa, isso não há de doer mais..."
Doía mesmo assim.
Parece que quanto mais nos distanciamos de uma dor, nosso coração vai se reconstituindo até perder a sua "memória".
Será isso bom?
Não parece.
Os calos deveriam permanecer aqui, visíveis para me lembrar a todo tempo que nunca uma dor será pior do que a outra e por aí vai...

(post sem imagem por motivos de SONO maior... tchau!)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

cause I'm bigger than my body...*

E o que seria de nós se não fôssemos essencialmente CRENTES?

Ora meu Deus, que geleira seria!

Continuo insistindo, ainda que através de lentes cor-de-rosa, é melhor acreditar na sua verdade do que na """verdade""" que se apresenta.

Ué, se todos nós somos cheios de nós e emaranhados de linhas e sentimentos, quem nos garante que todos com quem nos relacionamos também não o são e nem sempre mostram o essencial da sua alma?

Imagino como seria, estar com algumas pessoas numa sala silenciosa e poder perceber o que há dentro de cada um.
Geeeeeeez! Maravilhoso!
Porque o problema é que as pessoas costumam se utilizar mais das más experiências para formar uma opinião e não se permitem ver que pode haver muito mais de doce do que de amargo nas coisas da vida.

E aquele papo de que a gente pode transformar as coisas com o nosso pensamento??

Basta acreditar!
É a gente que faz a energia desse "treco" que se chama Universo!

Basta... querer!

E há também aquela história de que "o que está escrito, está escrito" não é mesmo? Então, de nada vai adiantar aconselhar, alertar e blablabla, pq o destino daquela pessoa é um só, a sua essência é uma só, ainda que pareça teimosa e ingênua...
*Bigger than my body - John Mayer - vale ouvir esse meniiiino!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

hot wheels X barbie

Estive ontem numa apresentação da Mattel.
Por aqui, trabalhamos com muitas licenças, personagens e afins, especialmente para os nossos mini-consumidores (under e nightwear infantil). Entre as licenças, Barbie e HotWheels são os campeões de vendas e, segundo o pessoal lá, a marca HotWheels é uma – se não a maior – das marcas mais lembradas e usadas pelos meninos. (diga aí, pessoal da pesquisa!).

Bom, esses lançamentos são sempre interessantes pq a gente sai das reuniões com um gás novo para criar – mesmo que depois tenhamos um QUADRILHÃO de empecilhos que envolvem preço, produtividade e bla bla bla... grrr...

Observando algumas das idéias para as mais diferentes linhas, reparei no seguinte: para as meninas, o mais importante pra vender um produto é fazer com que elas possam soltar a imaginação e criar sua própria brincadeira. Você lhes dá uma boneca e elas criam um reino. Você lhes dá um tule e elas se sentem as verdadeiras princesas...
Já para os meninos, a coisa é muito mais vi-su-al: a cama tem o formato do carro; a lixeira, dos pneus, etc...
Não sei se estou sendo clara... Mas o exemplo me saltou aos olhos! O quarto da menina era clean, rosinha, cheio de romantismo NO AR.
O do menino era MEGA real! Todo poluído de coisas, cheio de parafernálias, etc...

Obviamente, minha cabecinha começou a fervilhar e lá fui pegar o meu bloquinho e fazer anotações que já não tinham mais a ver com as crianças e sim, com os homens e as mulheres, bem adultinhos.
Já tinha lido algo sobre o homem ser muito estimulado pelo visual enquanto que as mulheres são estimuladas pelo pensamento, pela fantasia, mas não tinha entendido que isso já vinha desde a infância...
Pois é...