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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

hum... amor?

Em contrapartida à minha pessimista visão, encontrei - por acaso - essas palavras do Fernando Pessoa, endossadas* pela minha psicóloga-de-plantão-e-amiga Camila, cuja posição é tão contrária à minha que nos rendeu um ótimo debate na quarta-feira... (estamos ficando boas nisso, né, Cat?)
(*ah... não era bem essa palavra, eu acho... só queria dizer que ela assina embaixo, sacam?)

"O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida." - do "Livro do Desassossego"

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

na gaiola dos loucos

"Um louco jamais faz senão realizar à sua maneira a condição humana."
Jean Paul Sartre

"É mais fácil tolerar um louco
do que um meio-louco que tenta comportar-se integralmente"
Ibn Gabirol

ambrose bierce


Lá do tal livro de aforismos que (ainda) estou lendo (por entre pausas nos choros de Nietzsche), encontrei esse cara que me pareceu bastante divertido...
No livro, há sobre ele:

Em 1880, Bierce fundiu o enfoque antropológico com o senso de humor satânico em uma nova coluna no jornal Wasp, entitulada "O Dicionário do Diabo". Durante os trinta anos seguintes, ele deliciou leitores com definições diabólicas de tudo, de achincalhamento a zoologia, dando ao fim significados aforísticos a mais de mil palavras diferentes. O léxico de Bierce da aflição humana é bilioso, sarcástico e hilariante, como nas seguintes entradas:

Costas, s. Aquela parte do seu amigo que é seu privilégio contemplar na sua adversidade.

Esquecimento, s. Estado ou condição em que os maus deixam de lutar e os melancólicos ficam em paz. Depósito de lixo eterno da fama. Câmara frigorífica para esperanças elevadas. Lugar onde escritores ambiciosos encontram suas obras sem orgulho e seus superiores sem inveja. Dormitório sem despertador.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

o mundo em uma frase

"Para nós, atualmente, a verdade não é o que é, mas o que os outros podem ser levados a aceitar." Michel de Montaigne

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

o que é possível esquecer?

EEEEEEEEEEi, esqueci!
"Mente sem lembrança..."
"BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS"
Verde fluuuuor! Com estrelinhas!!
"Blessed are the forgetful: for they get the better even of their blunders."
Friedrich Nietzsche.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

os quatro compromissos

E o livro diz que alguns até se viciam em sofrer...
Eu que já vi no meu mapa que tenho uns aspectos meio sinishtros de Netuno, não duvido AT ALL disso... (gata, eu sei, MAPA, W H A T?)
Vicio em muitas coisas! Fácil, fácil...
Acho que tem muito a ver com essa minha guarda constantemente aberta..
Impressionante... Na minha "casa", entra de tudo, boas e más influências, energias e afins... "Venham!"
É como coração de mãe!
Talvez a minha necessidade seja essa mesmo, de penar com os filtros...

Eu me abro -> e filtro... Esse é meu vício...

E o livro ainda diz para não levar nada para o lado pessoal e nem ficar tirando conclusões...
Está tudo dentro da nosssa cabeça e se a gente DECIDE, ainda que incoscientemente, por passar por uma série de coisas é por causa desses nossos vícios, desses compromissos todos que vivemos assumindo por aí, quando na verdade, só precisaríamos de quatro. Dos quatro. Pra viver tranquilamente...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Limiares luminares

(por Flavio Ferrari, do Arguta Café)

Temos nossos limites.
A percepção desses limites e a forma de lidar com eles difere bastante de pessoa para pessoa.
A maioria das pessoas que conheci prefere navegar a uma segura distância dos seus limites, dentro de uma estreita zona de conforto.
Embora respeite a decisão, acho uma pena.
Primeiro, não há como conhecer nossos limites se não os visitamos.
A distância confortável é, via de regra, uma posição de onde não conseguimos enxergar nossos limites.
Em segundo lugar, os limites pessoais não são fixos, e podem se extender quando desafiados, ou atrofiar se nunca os visitamos.
Navegar no limiar das nossas possibilidades, desafiando nossos limites não é uma tarefa que eu recomende para todo mundo, todo o tempo.
Mas é um exercício luminar.
Permite conhecer-se melhor e descortinar novos horizontes.
E oferece uma inigualável sensação de vida.
Eu acho que vale a pena tentar, pelo menos de vez em quando.

Às vezes penso que só eu vivo no limite de tudo, de paixão, de grana, de comilança, de bebedeira, de exercícios, de sedentarismo, de introspecção, de extroversão, etc... E às vezes me acho pretensiosa, pois acho que tem gente que vive muito mais "no limite" do que eu... No fim, a minha opinião é que sempre vale a pena testar, sim, os nossos limites. Somos feitos de material flexível, nos adaptamos `às coisas da vida - bem ou mal, mas nos adaptamos.
Nossa carne é elástica, estica até dar a luz, pode ser até de quadrigêmeos e dá tudo certo, basta um óleo de amêndoas ou uma plástica.
Que seja! De óleo em óleo constituímos nossa história.
O que teríamos para contar se tivéssemos vivido dentro dos limites?
Teríamos respeitado as regras impostas pela sociedade. Não teríamos cabulado aula, não , nem pulado na piscina de roupa, não teríamos beijado escondido e nem perdido a virgindade antes de casar...
Disse Veríssimo: "De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma."
Talvez o Papa nos abençoasse!

quarta-feira, 14 de março de 2007

frases, frases, pensamentos, pensamentos...

31/03/2008

"Ninguém pode pronunciar-se acerca da sua coragem quando nunca esteve em perigo"
François La Rochefoucauld