quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

o telefone tocou novamente...

fiquei me perguntando o que teria acontecido...
"o que eu fiz de errado?"
dormi mal, maldisse o mundo...
havia um vazio em mim.
e eu já estava me acostumando com a sua ausência
quase não lembrava mais da sua cara
e as lembranças... tinham se perdido...
mas hoje, quando eu te vi...
quis gritar, mas apenas sorri.
você me deixou nervosa, sabia?
como teve a ousadia de levar tantas coisas contigo?
e agora aparece, na minha frente,
como se nada tivesse acontecido!
até coloquei outro em seu lugar
apresentei às pessoas
saímos para dançar...
até do meu lado ele dormiu!
mas eu sabia, não era a mesma coisa.
todos os dias, pela manhã, eu sentia
não era a mesma coisa.
nunca seria.
mas, no fundo, eu sabia que você voltaria.
talvez estivesse só precisando recarregar...
agora eu posso dizer: me liga!
e todos vão me entender
quando lhes explicar que encontrei...
meu celular!

"o mundo está ao contrário e ninguém reparou..."

(...)"A prática regular da Sirshasana (na imagem, a posição em destaque) faz fluir sangue puro e saudável pelas células cerebrais. Isso as rejuvenesce, de modo que a capacidade de raciocínio é aumentada e os pensamentos tormam-se mais claros. Garante um fornecimento de sangue adequado às glândulas pituitária (ou hipófise) e pineal, situadas no cérebro. Nosso crescimento, saúde e vitalidade dependem do funcionamento adequado dessas duas glândulas. "(...)

Evoluções da ioga: ontem consegui fazer uma das posições que eles chamam de "invertidas".
O nome "iogue" da posição é Shirshasana (ou Sirshasana?) e não foi assim fáaaacil... demorei umas 6 aulas, talvez, para começar a me equilibrar como se deve.

Quando cheguei em casa, fui pesquisar as posições num livro que uma amiga me emprestou - A LUZ DA IOGA, B.K.S. Iyengar - e encontrei o trecho acima, entãaaaao pensei:

Se é necessário ficar de ponta cabeça para atingir clareza de raciocínio e equilibrio emocional... É POR IIIISSSSO QUE VIVEMOS NOS SENTINDO CONFUSOS! hehe...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

fog

Eu disse que tentaria
Talvez eu não fosse mesmo capaz
Nem capaz de pôr pra fora o que há em mim
Minhas palavras são pra fazer barulho
Para que eu não escute os sons dos meus próprios gemidos
Ninguém disse que seria fácil
Mas também ninguém soube explicar como seria
Sobraram-me os estilhaços que cortaram meu interior
Do lado de fora, ninguém precisa ver a cor do meu sangue.
E por que não misturar esperança com ilusão?
E acreditar que tudo dá certo quando chegar a hora
Enquanto isso, ouço a minha caixinha de música
Ela me faz sim, dormir em paz
Porque nela há a esperança – ou a ilusão - de algo bom por trás da neblina.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

"que seja eterno..."

Well... Sobre o romance internacional...

Sim, ele aconteceu.

E quem foi lá, atrás do cara, foi a tal moça. Talvez porque ela seja meio como eu: "que não sabe gostar um pouquinho..."

Namoraram por webcam durante um tempo, até que a saudade ficou pesada demais.
Apesar de suas raízes aqui, a moça já tinha viajado o bastante para saber o que deveria fazer.

Malas, passagens e lá se foi a moça apaixonada...

Fico pensando se a divisão é mesmo de 50% nesses casos... Não me lembro de saber de nenhum em que o rapaz largou tudo e foi lá, tentar... Se alguém souber...

A vida no país do moço era muuuito diferente daqui. Cidade pequena, hábitos arcaicos...
Ela continuou tentando.
Decidiram mudarem-se juntos para outra cidade.
Durou pouco...
Ela queria mais. Ele, voltar pra casa...

Combinaram de encontrarem-se na Espanha, quem sabe um dia, quando ele estivesse mais seguro...

Malas, passagens e a moça, com o coração partido...

Estavam próximos, ainda... Todos no mesmo continente!
O tempo e a decepção os distanciou...
Ela lhe daria o mundo. Ele precisava pensar um pouco.
Não houve o "felizes para sempre."

Se valeu a pena? Ambos devem dizer que sim, apesar dos sonhos frustrados.
Talvez daqui há mais algum tempo eles digam que foram muito felizes...
Por enquanto só dizem: é... pois é...

E se eles tivessem deixado de viver o romance?
Poupariam-se da dor...
Mas morreriam de saudade/curiosidade e 'quiçá', um amor platônico...

Linda história... mas final feliz?
Quando é mesmo o final?
E quando é mesmo feliz?

dr. McDreamy

É tudo culpa dele!
Aquele cara, o tal do Walt Disney, decidiu que ia vender sonhos, ou melhor, ilusões.
No manual ele dizia que quanto mais descabido, melhor.
Vendeu-nos príncipes perfeitos, ratos queridos e cachorros vagabundos com a cara maaaaais fofa do mundo.

Digo isso pq tenho um novo amor, que tem a cara maaais de cachorrinho do mundo... E ele me conquistou: Dr. Shepard, da série Grey’s Anatomy. Foi com ele que passei meu domingo e agora, suspiro pelos cantos...
Eu não tenho jeito mesmo! Rsrsrs...

perguntas do dia

Ouvi duas coisas, de dois queridos amigos, que põem em xeque o 'plano de fazer planos':

"Quem espera nunca alcança. Vive de ilusão."

" Fazer planos é esperar para vê-los destruídos"

E o que fazer com os planos que, teoricamente, deveríamos fazer?

Como pensar no futuro se não sabemos nem como será o dia de hoje?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

e por falar nisso...

esperança e ilusão se enquadram na mesma categoria?

"você decide"

Este é um fragmento de um post que estava escrevendo quando decidi, na verdade transformá-lo numa forma de pesquisar se minhas teorias tinham fundamento... A idéia é fazer algumas enquetes para depois debater o tema:


ESPERANÇA (ilusão) X REALIDADE

Vamos ver no que dá...

Uma moça conhece um cara interessante da Áustria. Ela tem toda a sua vida enraizada aqui. Ele, lá. Ele está aqui de férias, logo irá embora. Ela sabe disso.
pergunta:

1) Qual a probabilidade de a menina largar tudo e ir atrás do cara e qual a probabilidade do cara largar tudo e vir atrás dela?
E qual a probabilidade de isso dar certo estando cada um em uma cultura absolutamente diferente e se tornando absolutamente dependente do outro?
2) Deve o casal deixar de viver um romance (OPS!) por causa disso?

PS: algumas passagens são verídicas, porém não necessariamente vividas por esta que vos fala.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

achados e perdidos

Quando eu estava na faculdade, tinha uma aula de "Teoria da Comunicação". Aula interessante, com alguns poréns: o professor era um babão (de baba, cuspe, mesmo!), o horário infeliz: as duas primeiras aulas da segunda-feira - do primeiro ano - e eu tinha 17 anos!

Entre os trabalhos "bíblicos" (no sentido de 'tamanho') que tivemos que fazer, um era sobre Semiótica e/ou Comunicação Não-Verbal.

Para tal, era preciso escolher algum gibi que nos interessasse e dar inicio à análise 'dos gestos' da personagem, fazendo as interpretações devidas e blablabla... Legal agora, bem chatinho na época...

Meu professor, Araújo, era um aficcionado por super-heróis da Marvel e DC Comics... Talvez por isso, a grande maioria da sala escolheu os óbvios, como Spiderman e uns outros que eu não me lembro o nome. E eu escolhi um gibi de um cara italiano, Guido Crepax, cuja heroína, Valentina, "era uma fotógrafa descolada que vivia fantasias fetichistas".

Ela era ótima!

Como sempre fui meio cabeça de vento, perdi o gibi e o trabalho... - que ficou incrível, modéstia à parte - Deve ter ficado lá na faculdade ou na casa de alguma amiga por onde eu largava as minhas coisas.

Então, ultimamente, até andei procurando o tal gibi, mas nunca encontrei... Até que ontem, passando pela Mercearia São Pedro - um boteco ótimo na r.Rodésia - encontrei TODOS os gibis da minha heroína preferida e mais um monte de livros-pérola! Yeeeeey!
Onde é que eu estava que sempre passava por lá e nunca parava????
tsc tsc tsc...
Bom... aí estão duas dicas: a do gibi e a do lugar.
Depois eu volto a falar da Valentina.


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

enquete

Bom, já que é preciso comprar, vamos comparar:
Sempre tive um celular Vivo e não me lembro de ter muitas reclamações, até porque, não sou uma consumidora assídua do PROCON e essas coisas... (Dá muito trabalho isso tudo!)
Mas vejo que as pessoas têm se rendido à Claro cada vez mais, estou correta?
Quase ninguém mais tem Vivo! E por isso eu tb perco as minhas promoçõezinhas de torpedos e afins!! rsrs...

Pois eu estou abrindo aqui, uma enquete para saber:

QUAL É A MELHOR OPERADORA DE CELULAR NA SUA OPINIÃO?

nooothing to complain!


e quer saber?
mero celular... bella roba
o que é isso, Dona Érica?!
minha vida é muito, muito, muito boa!
não há mesmo do que reclamar!
MESMO!
E é engraçado como o tempo é algo precisoso, não?
Às vezes bastam apenas algumas horas para percebermos que determinados """"problemas"""" nem eram tão grandes assim... Quanto egoísmo!
Se você pára pra observar a vida de outras pessoas, percebe e agradece o quanto tudo tem andado bem com a sua, apesar dos pesares, apesar dos tropeços, dos erros, das reclamações...
Nada de "pollyanice", apenas realidade...
Celular, o que? Pra que existem os correios mesmo?? rsrs

procura-se


Pois é... Há não muito tempo, uns 10 anos, imagino, era plenamente possível viver sem celular.

Curiosamente estava conversando com uma amiga outro dia: logo, não poderemos dar a desculpa "ah, estou numa reunião, querida, posso te ligar já já?" porque nossos celularzinhos, companheiros de jornada, terão "televisõezinhas" que mostrarão que ao invés da reunião, estaremos no bar (olha o meu lado "José" (leia-se "Rossê" - ex-marido del Consuelo) hablando... hehe - ah, pq o meu lado feminista diz que só homens dão essas desculpas... rs... Não me levem à mal. A briga aqui é voraz!)

Voltando: era absolutamente possível viver sem eles... Quem quisesse falar conosco, que deixasse recado com a vizinha, ué.

Agora não... Você acorda com o despertador do seu celular.

Você não guarda mais as fotos dos filhos na carteira: guarda no celular.

Você quer escrever algo mas o bloquinho não está por perto, você escreve NO CELULAR.

Suas músicas preferidas também estão lá.

Agenda? Lembretes? Hora de tomar o remédio? Sim, sim, sim...

Você vai para a praia e decide ir na cachoeira, o que você leva? Citronela e o... Vamos ver... Tem gente que tem até nome pra eles!

Pra balada, vestidinho, sem bolsos.. oh oh... bolsinha para as emergências. No tamanho ideal!

E ele continua ao seu lado, firme e forte. Na alegria e na tristeza, até que uma segunda-feira de chuva e frio os separem.
Segunda-feira comum, de trabalho, academia, supermercado... Onde é que ele foi parar????

Grrrrrrrrrrrrrrrr!

O seu dia amanhece vazio...
"Candy" não tocou de manhã pra você acordar... Nem "Summertime"...
Seu companheiro se foi, levou com ele todos os seus amigos, lembranças... Sniff... "Partiu e nunca mais voltou", como disse Petroni citando Tim Maia.

E AGORA VOCÊ TEM QUE SAIR POR AÍ PEDINDO TODOS OS NÚMEROS DE VOLTA E CADASTRANDO TUDO DE NOVO!

Ê laiá...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

maratona do final de semana

os escolhidos:
Os Contos Proibidos do Marquês de Sade - "cortem-lhe a cabeça!"
O Homem do Ano - "você pode escolher como conduzir a sua vida..."

os indicados:
Alpha Dog - final feliz????
Candy - paraíso, terra, inferno e o mais fundo dos poços...

o bêbado e a equilibrista

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!...

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...


Por Elis Regina - Composição: João Bosco e Aldir blanc

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

o mundo em uma frase

"Para nós, atualmente, a verdade não é o que é, mas o que os outros podem ser levados a aceitar." Michel de Montaigne

domingo, 13 de janeiro de 2008

se correr o bicho pega...

“Abri meu coração da forma mais pura e delicada e recebi um grande não como resposta...”
Quantos já repetiram essa história?
A gente sempre se levanta, mas não esperem que voltemos a ser o que éramos...
A caminhada rumo ao topo é dura; chove, faz frio, morre-se de calor...
Renascemos das cinzas.
RE-NAS-CE-MOS = Nascemos de novo.
Diferentes.
O que existia de pureza se esvaiu com o amor que fomos obrigados a jogar fora.
Existiu uma menina, um rapaz, um dia, que amou, que se dedicou, que seria capaz de mover o mundo por causa de alguém. Lamento, mas eles morreram.
E como toda morte, tudo o que havia dentro de cada um deles foi junto...
Não é que morre a mulher, mas a mãe continua, sabe?
A vida, às vezes, é realmente injusta, pq se alguém morre, os que ficam tem que se virar. E tendo que "se virar", tornamo-nos selvagens, verdadeiros animais. Instintivos, brutos, ferozes.
E a vida na selva não é fácil. Cada um tem que cuidar de si, pq na hora de protegerem-se, nenhum deles vai pensar como é que você vai ficar... - Podem até pensar, mas terão que protegerem-se primeiro.
E tb não lhes condeno o propósito de partir alguns corações quando que em seu próprio benefício... "Todo amor é amor próprio" e se vivermos em função dos outros, cedo ou tarde esqueceremos quem somos e perderemos o que éramos, assim como nos perdemos com a morte.
Leis da selva.


poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

carolina strina

Pessoal! Vocês já devem ter me ouvido falar (ou escrever) por aqui sobre a minha amiga Carol Strina.
Ela é minha fotógrafa preferida e chiquérrima.... Tem um trabalho bacanérrimo com crianças tb (viu, Ti!) e seu site acaba de ficar pronto (ou quase pronto), dêem uma passada lá: http://www.carolinastrina.com.br/caca/
Bjos!

o eterno retorno

Então você chegou à praia e se permitiu render-se ao ócio absoluto...

Vidinha boa, aquela...

Você acorda, - sua amiga prefere ficar dormindo um pouco mais - coloca o seu biquini, pega o seu chapéu de palha, - lu-xo! - cadeira, guarda sol e apenas tem que atravessar a rua para dar de cara com aquele marzão lindo que Deus criou...

Seu café da manhã, por entre óculos escuros, protetor solar, creme de cabelo, areia e canga é uma água de côco e um queijinho coalho (achei que fosse lightésimo... não é.).

É bom ficar uns dias sem pensar em nada...

Mas os dias passam e como a vida gosta de lhe pregar umas pecinhas, um dia, você simplesmente NECESSITA do seu bloquinho para fazer umas anotações sobre a vida e os acontecimentos...

"Esse vai pro blog", pensa.

Vai nada.

Porque você volta, decidida a parar de beber, fazer regime, terminar de ler seus livros, escrever mais, assistir um pouco de TV, pôr em prática as resoluções de ano novo que tinham a ver com grana, amor, família, amigos, saúde e dormir bastante, para compensar...

Só queeeeeeeeee...

Assim como no final do ano as pessoas enlouquecem e acham que tem que encontrar os seus 5541515423547 amigos para desejar um FELIZ ANO NOVO, na volta, as pessoas enlouquecem e acham que agoooora sim é hora de desejar um FELIZ ANO NOVO para todos os seus 5541515423547 amigos...

Toca tomar uma pra comemorar...

Ao lado disso, compradoras insaciáveis despejam pedidos na sua caixa de e-mail, felizes com o seu retorno e ansiosas pelas vendas de Dia dos Namorados, Mães, Pais, Crianças e até o próximo Natal...

É por isso que a gente não vê o ano passar...

E é por isso que logo vou ter que escanear os meus bloquinhos de anotações de férias...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

neverland

Agora entendo um pouco aquelas pessoas que trocaram a vida de São Paulo pela pacífica - e, a meu ver, um tanto entendiante quando em grandes doses - vida na praia...

Tenho alguns amigos que simplesmente largaram tudo e foram viver lá, na Terra do Peter Pan, como eles a chamam...
Incrível como aquela vida lhes basta... Eu, hoje, gostaria muuuuuito de poder prolongar a minha temporada lá, pois um sentimento de melancolia está me invadindo e eu não gostaria que isso acontecesse...
Por lá, milhares de pessoas passam a cada temporada e esta não foi diferente; muitas das que eu conheci, estiveram lá por 1, 2, 3 dias e se foram, porém, a sensação de vazio era logo preenchida por outras pessoas, com idéias fresquinhas, que chegavam... Lindo! Dinâmico! Renovador!
E então, me encontro novamente aqui, com a mesma vida, o mesmo computador, mesmo ar condicionado, mesmas músicas cheias de lembranças no Media Player e uma ansiedade já conhecida querendo entrar... Ah, se eu pudesse mesmo ser a Sininho...

hello 2008!!!!!!!

Pois é... de volta...
No peito, já um pouco de nostalgia pelos deliciosos momentos vividos nas férias...

Férias-e-t-a-n-t-o!

Não houve um dia que fosse que eu pudesse ficar triste ou lamentando coisas...
Quer dizer, até houve: descobri, num determinado dia, que mesmo estando numa praia de uns 3km, com sei lá quantos MILHÕES de pessoas, sempre pode acontecer alguma surpresa e você dar de cara com um passado que desejava esquecer... Never mind... Nada que um churrasco e ótimas companhias não possam fazer barulho suficiente pra te fazer esquecer.

Conheci muita gente, dei muita risada, dancei na água, nadei de madrugada e também na chuva. Andei descalça, com o mínimo de roupas que eu pude, naquele calor de derreter a alma - quem dera eu soubesse disso antes de fazer minha mala gigante!! - Surfei de pranchão e descobri que um desses é realmente muito melhor pra quem está começando. Tomei mil picadas, Engovs e dormi pouco. Tá bão...

Fiz uma nova aquisição: On the Road, de Jack Kerouac, e quero que assim como ele revolucionou muitas vidas, ele revolucione a minha também.

E desejo que todas as minhas resoluções de alto mar possam ser rapidamente realizadas! Foram muitas reuniões aquáticas!!!!

Anyway... de volta e com muito trabalho... Depois mostro fotos e passo pra cá os rascunhos feitos no meu inseparável bloquinho (apesar da cerveja, - ou por causa dela - não pude deixar de entrar nuns loopings louquíssimos!!)

Saudades de todos!

Ah... O coração? Voltou na mala, são e salvo.