Tudo bem, vc encontra uma pessoa, com quem vc estudou há anos, numa balada, ok... Agora... e se vc encontrou essa pessoa, anos atrás numa praia, depois no colégio da sua amiga, depois na balada, na semana seguinte no cinema e na mesma semana no cinema de novo... Coincidência????
Ora... não me venha com essa.
Claro que eu ainda não tenho uma tese a respeito, minha cabecinha está girando pensando qual o significado desses encontros, então, fui pesquisar:
Ao estudar as coincidências, Jung chegou à conclusão de que elas não são tão casuais como parecem, e deu ao fenômeno o nome de SINCRONICIDADE. A principal característica da sincronicidade seria uma significativa relação entre uma vivência interior e um evento exterior: vc pensa na pessoa e ela te liga, por exemplo.
Para ele existe a sincronicidade cada vez que um fenômeno acontece dentro de uma pessoa e fora dela ao mesmo tempo e sem nenhuma ligação lógica aparente. Na sincronicidade portanto, o interior e o exterior como que se combinam para formar um acontecimento. Aliás, essa intrigante troca de energias entre o mundo subjetivo e o mundo objetivo é confirmada pela física moderna, melhor dizendo, pelas descobertas da física quântica. - OLHA O “QUEM SOMOS NÓS” AÍ!!
Sabe-se hoje que o tomar consciência de algo, seria assim... um poderoso ato criativo no qual a realidade objetiva e a subjetiva se combinam para formar um evento.
O fato é que uma intensa energia parece existir entre nosso psiquismo e o mundo à nossa volta. O tempo inteiro você está vivendo energias ou dinamismo que de alguma forma se exteriorizam e mobilizam outras. Estamos todos como que dentro do mesmo oceano energético e trocas de energia são intrínsecas à própria vida.
A experiência clínica nos mostra, por exemplo, que quem se encontra num processo de autodestruição sempre acha uma maneira de exteriorizar isso. Batendo o carro, por exemplo, criando uma doença. O próprio desequilíbrio energético entre duas pessoas termina se manifestando.
À luz da teoria da sincronicidade, fica sempre muito relativo falar em mera coincidência, puro acaso. Correto seria dizer que de alguma maneira produzimos energias tanto para nossas melhores coincidências como para nossas piores ações. E aquilo que chamamos de sorte ou azar está mais ligado ao nosso estado inter
ior do que a um destino caprichoso sem rosto. A sincronicidade é sempre uma coincidência acausal. Ela é o encontro de duas cadeias paralelas de causa e efeito. O acontecimento exterior vem sempre reforçar, ilustrar, ampliar uma busca interna marcante. Uma pessoa sincrônica é aquela que tem suas necessidades internas alimentadas pela realidade exterior. Ela se conhece bem, sabe o que quer, caminha na direção do que precisa e assim cedo ou tarde, a vida se move a seu favor. Sendo assim, ouvir bem seus desejos é fundamental para uma fiel relação de energias com a vida. O que a gente de fato quer, nem sempre corresponde àquilo que a gente pensa que quer, portanto, preste atenção no que anda pensando/desejando, preste atenção no que alimenta sua alma pois, cedo ou tarde, tudo pode acontecer!
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Afinal, coincidências existem?
Por Érica Martinez às 17:22
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