terça-feira, 24 de julho de 2007

freud explica...

Eu tenho um mecanismo de defesa para me poupar do que eu não gosto/quero/tenho dificuldade de fazer que é o seguinte:

Eu faço pouco caso do assunto até ele desaparecer das minhas vistas... Finjo que não está lá. Que não está acontecendo.
Acontece que mesmo que eu não goste de lidar com isso, hora ou outra eu vou ter que... E aí, quando vi, já perdi a hora, o papel, a data, o treco...

E aí, eu fico IRADA, como agora, tentando entender QUANDO É QUE EU VOU PARAR DE FAZER ISSO!

5 comentários:

Udi disse...

E não é bom poder compartilhar com os amigos os nossos atributos que nos são difíceis de aceitar?

Érica Martinez disse...

maravilhoso, Udi! assim, podemos achar que somos normais... rsrs

Bárbara Semerene disse...

O problema é: foco na ausência e não no que tá presente! Enquanto está presente, você finge que não está. E quando está ausente, você teima em perseguir a permanência. Faz sentido?

Érica Martinez disse...

hum, Babi... acho que não... é com as coisas mesmo... só percebo que perdi um papel quando não tem mais jeito e eu TENHO que achar ele...MESMO. Sem figuras de linguagem...
É como uma história que meu professor de Teoria da Comunicação usou certa vez sobre as chaves de casa: Freud dizia - mais ou menos -que perder sempre as chaves significava uma negação no que dizia respeito à voltar pra casa, sabe... (ou algo assim... já faz TANTO tempo... ave!!)

Ju disse...

eu vou te bater na bunda!
rsrs