Ah... Xico, Xico,Xico...
Esse é O cara!
Sabe que andei pensando nisso outro dia:
Acho que NUNCA fui pedida em namoro...
Quer dizer, fui, uma vez, que eu me lembre, até meio recente, mas aí já tava rolando há séculos e a frasezinha foi puro caprichinho. Charme.
Antes disso, namorei algumas vezes e sempre foi rolando, rolando até o dia que estávamos decidindo qual o nome dos nossos filhos e, mais tarde, dizendo que “estava tudo acabado”.
Acho que essas formalidades já nem existem mais mesmo, apesar de eu ter algumas amigas que acham que se isso não rolar, não é namoro. Ok, ok, é romântico, mas quantas exigências fazemos, né?
Quer mais do que o cuidado de saber que a água que vc gosta é gelada e não na temperatura ambiente?
Que vc gosta de Trident de um sabor X e come só a metade, pq não gosta de chiclete grande?
E saber com quantos travesseiros vc prefere dormir, então? Surpreendente!
Mais do que um simples pedido, são desses gestos que é construída uma relação.
É como o “eu te amo”, que demora tanto pra sair e que no final, sai completamente sem vontade... Só o: “eu também” insosso...
O Xico dá a dica do cinema, que eu realmente acho romântico, mas nesse caso pra mim ainda não é O indício, ao contrário do que ele diz...
ENJOY...
QUALÉ, MANÉ?...
É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance, conto, fábula de formiguinha ou pura clandestinidade?
“Qualé a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.
E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.
No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro do filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero y bandeirosos corazones...
Cada vez mais raro o pedido formal de enlace, aquele velho clássico, o cara nervoso, se tremendo como vara verde: “Você me aceita em namoro”?
Talvez nem exista mais.
O amor e as suas mudanças. A maioria dos homens, além de não pedir em namoro, além de não pegar no tranco, ainda corre em desespero diante de uma sugestão ou proposta de casamento feitas pela moça.
O capítulo bom da história é que agora as mulheres também partem para o ataque e, diante de uns temerosos ou acanhados sujeitos, escancaram seus desejos e fazem suas apostas, seus pedidos, põem na mesa os seus desejos e as cartas de intenções.
Era bem bacana esse suspense masculino do “você quer namorar comigo?”
Havia sempre o medo do fora. Um sim, mesmo o mais previsível, era uma festa.
“Quer namorar comigo?”
No tempo do “ficar”, quase nada fica, nem o amor daquela rima antiga.
Alguns sinais, porém, continuam valendo e dizem muito. O ato das mãozinhas dadas no cinema, por exemplo, ainda é o maior dos indícios.
Mais do que um bouquet de flores, mais do que uma carta ou um email de intenções, mais do que uma cantada nervosa, mais do que o restaurante japonês, mais do que um amasso no carro, mais do que um beijo com jeito, daqueles que tiram o gloss e a força dos membros inferiores.
“Vamos pegar uma tela, amor?”, como se dizia não muito antigamente.
Eis a senha.
Mais até do que um jantar à luz de velas, que pode guardar apenas um desejo de sexo dos dons Juans que jogam o jogo jogado e marketeiro.
O cinema, além da maior diversão, como diziam os cartazes de Severiano Ribeiro, é a maior bandeira.
Nada mais simbólico e romântico.
Os dedos dos dois se encontrando no fundo do saco das últimas pipocas...
Não carecem uma só palavra, ainda não têm assuntos de sobra.
Salve o silêncio no cinema, que evita revelações e precoces besteiras.
Ah, os silêncios iniciais, que acabam voltando depois, mas voltando sem graça, surdo e mudo, eterno retorno de Jedi. Nada mais os unia do que o silêncio, escreveu mais ou menos assim, com mais talento, claro, Murilo Mendes, poeta dos melhores e mais líricos.
Palavras, palavras,palavras...
Silêncio, Silêncio, silêncio...
Dessas duas argamassas fatais o amor é feito e o amor é desfeito. Simples como sístole e diástole de um coração que ainda bate.
Escrito por xico sá às 03h16
Esse é O cara!
Sabe que andei pensando nisso outro dia:
Acho que NUNCA fui pedida em namoro...
Quer dizer, fui, uma vez, que eu me lembre, até meio recente, mas aí já tava rolando há séculos e a frasezinha foi puro caprichinho. Charme.
Antes disso, namorei algumas vezes e sempre foi rolando, rolando até o dia que estávamos decidindo qual o nome dos nossos filhos e, mais tarde, dizendo que “estava tudo acabado”.
Acho que essas formalidades já nem existem mais mesmo, apesar de eu ter algumas amigas que acham que se isso não rolar, não é namoro. Ok, ok, é romântico, mas quantas exigências fazemos, né?
Quer mais do que o cuidado de saber que a água que vc gosta é gelada e não na temperatura ambiente?
Que vc gosta de Trident de um sabor X e come só a metade, pq não gosta de chiclete grande?
E saber com quantos travesseiros vc prefere dormir, então? Surpreendente!
Mais do que um simples pedido, são desses gestos que é construída uma relação.É como o “eu te amo”, que demora tanto pra sair e que no final, sai completamente sem vontade... Só o: “eu também” insosso...
O Xico dá a dica do cinema, que eu realmente acho romântico, mas nesse caso pra mim ainda não é O indício, ao contrário do que ele diz...
ENJOY...
QUALÉ, MANÉ?...
É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance, conto, fábula de formiguinha ou pura clandestinidade?
“Qualé a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.
E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.
No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro do filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero y bandeirosos corazones...
Cada vez mais raro o pedido formal de enlace, aquele velho clássico, o cara nervoso, se tremendo como vara verde: “Você me aceita em namoro”?
Talvez nem exista mais.
O amor e as suas mudanças. A maioria dos homens, além de não pedir em namoro, além de não pegar no tranco, ainda corre em desespero diante de uma sugestão ou proposta de casamento feitas pela moça.
O capítulo bom da história é que agora as mulheres também partem para o ataque e, diante de uns temerosos ou acanhados sujeitos, escancaram seus desejos e fazem suas apostas, seus pedidos, põem na mesa os seus desejos e as cartas de intenções.
Era bem bacana esse suspense masculino do “você quer namorar comigo?”
Havia sempre o medo do fora. Um sim, mesmo o mais previsível, era uma festa.
“Quer namorar comigo?”
No tempo do “ficar”, quase nada fica, nem o amor daquela rima antiga.
Alguns sinais, porém, continuam valendo e dizem muito. O ato das mãozinhas dadas no cinema, por exemplo, ainda é o maior dos indícios.
Mais do que um bouquet de flores, mais do que uma carta ou um email de intenções, mais do que uma cantada nervosa, mais do que o restaurante japonês, mais do que um amasso no carro, mais do que um beijo com jeito, daqueles que tiram o gloss e a força dos membros inferiores.
“Vamos pegar uma tela, amor?”, como se dizia não muito antigamente.
Eis a senha.
Mais até do que um jantar à luz de velas, que pode guardar apenas um desejo de sexo dos dons Juans que jogam o jogo jogado e marketeiro.
O cinema, além da maior diversão, como diziam os cartazes de Severiano Ribeiro, é a maior bandeira.
Nada mais simbólico e romântico.
Os dedos dos dois se encontrando no fundo do saco das últimas pipocas...
Não carecem uma só palavra, ainda não têm assuntos de sobra.
Salve o silêncio no cinema, que evita revelações e precoces besteiras.
Ah, os silêncios iniciais, que acabam voltando depois, mas voltando sem graça, surdo e mudo, eterno retorno de Jedi. Nada mais os unia do que o silêncio, escreveu mais ou menos assim, com mais talento, claro, Murilo Mendes, poeta dos melhores e mais líricos.
Palavras, palavras,palavras...
Silêncio, Silêncio, silêncio...
Dessas duas argamassas fatais o amor é feito e o amor é desfeito. Simples como sístole e diástole de um coração que ainda bate.
Escrito por xico sá às 03h16
3 comentários:
Pra mim sempre funcionou com uma apresentação: "Essa é a Ju, minha namorada". Aí eu sabia que era...E pensando bem, eu nunca tive muito saco pra ficar esperando ver qual era...Se o cara estava "em cima do muro"eu já dava logo um pé...Bem fofa!
Um dia alguém vai dizer ...
Mas você precisa descobrir se é o tipo de garota que gosta de caras que digam isso.
Meu palpite é que sim, embora você lute para ser diferente.
eu não luto pra ser diferente... eu luto para entender que nem tudo pode ser como eu gostaria...
eu sei que yo soy de esas amantes a la antiqua tambien... que suelen todavia recibir flores... rsrsrsrs...
Postar um comentário