terça-feira, 4 de dezembro de 2007

como dizer adeus...?

E quando tudo acaba, sobra o que foi conquistado durante toda uma vida.
Matéria.
A terapia de quem fica é jogar tudo fora... tudo tudo tudo tudo.
Deus, parece que nunca acaba!
Aquilo tudo é história, história de uma vida, 50 anos... 90 anos...
Tudo vira lixo.
Quem junta os restos, age como se estivesse cavando com as próprias mãos uma cova na terra. Até arrancar as unhas, a pele... Até sangrar. Até fazer chorar...
E o choro, não é da dor física... É da dor que não tem cura...
A única cura talvez seja salvar uma caixa de jóias e guardar lá, o que é impossível jogar... por toda a vida.

6 comentários:

Anne M. Moor disse...

Érica: vou te dizer uma coisa que eu sempre disse aos meus filhos, mesmo que queiras me jogar alguma coisa...
A felicidade não é algo que dependa do outro. Precisamos ser felizes conosco e em nós.

"After stumbling around looking for contentment for years I suddenly learned that you cannot find it by hunting furiously for it. Happiness sneaks in through a door you didn't know you'd left open."

Érica Martinez disse...

wow, Anne!
Curiosa essa sua visão desse post, pois eu estava falando do que não tem remédio: a morte. De qualquer maneira, faz muito sentido também para os relacionamentos, com a diferença é que parece que a perda, nesse caso, se cura com muito mais rapidez...

Anne M. Moor disse...

As vezes sim e as vezes não...

Ernesto Dias Jr. disse...

É duro, mas poucas coisas nos amadurecem tanto quanto as perdas. Ao lidarmos com elas aprendemos a lidar nonosco.
Algumas perdas são recuperáveis, outras não. A sanidade retorna quando distinguimos umas de outras.

Anne M. Moor disse...

É Ernesto... o importante é sempre ficar agarrado a sanidade...

disse...

Mas, todos os relacionamentos que acabaram, todos os momentos bons e ruins do passado, tudo o que já foi não representa tb a morte? Não a morte no sentido triste,mas o fato inexoravel do que não é mais.Portanto, o que nos pertence é apenas o presente.
Bjo lindinha.