terça-feira, 29 de janeiro de 2008

fog

Eu disse que tentaria
Talvez eu não fosse mesmo capaz
Nem capaz de pôr pra fora o que há em mim
Minhas palavras são pra fazer barulho
Para que eu não escute os sons dos meus próprios gemidos
Ninguém disse que seria fácil
Mas também ninguém soube explicar como seria
Sobraram-me os estilhaços que cortaram meu interior
Do lado de fora, ninguém precisa ver a cor do meu sangue.
E por que não misturar esperança com ilusão?
E acreditar que tudo dá certo quando chegar a hora
Enquanto isso, ouço a minha caixinha de música
Ela me faz sim, dormir em paz
Porque nela há a esperança – ou a ilusão - de algo bom por trás da neblina.

5 comentários:

Udi disse...

Se houver movimento, por quê não juntar esperança? Você só se movimenta na direção de algo porque acredita (tem esperança) que aquele algo seja do bem.

Mas ilusão é outra coisa... Você pode fazer o barulho que quiser mas em algum momento os gemidos soaram mais alto, não é? Então... ilusão não dura, não permanece.

Flavio Ferrari disse...

Foi você quem escreveu isso, menina ? Posso não concordar, mas que ficou lindo ficou ...

Érica Martinez disse...

yep... como disse a Udi, às vezes os gemidos soam mais alto e se transformam em palavras escritas... já ouviu que as boas "poesias" vêm da dor?

Udi disse...

Claro! fiquei tão preocupada com o "sermãozinho-mãe" que até esqueci de ressaltar a boniteza desse novo estilo que aflora!

Flavio Ferrari disse...

Vou martelar meu dedo, então ...