domingo, 13 de janeiro de 2008

se correr o bicho pega...

“Abri meu coração da forma mais pura e delicada e recebi um grande não como resposta...”
Quantos já repetiram essa história?
A gente sempre se levanta, mas não esperem que voltemos a ser o que éramos...
A caminhada rumo ao topo é dura; chove, faz frio, morre-se de calor...
Renascemos das cinzas.
RE-NAS-CE-MOS = Nascemos de novo.
Diferentes.
O que existia de pureza se esvaiu com o amor que fomos obrigados a jogar fora.
Existiu uma menina, um rapaz, um dia, que amou, que se dedicou, que seria capaz de mover o mundo por causa de alguém. Lamento, mas eles morreram.
E como toda morte, tudo o que havia dentro de cada um deles foi junto...
Não é que morre a mulher, mas a mãe continua, sabe?
A vida, às vezes, é realmente injusta, pq se alguém morre, os que ficam tem que se virar. E tendo que "se virar", tornamo-nos selvagens, verdadeiros animais. Instintivos, brutos, ferozes.
E a vida na selva não é fácil. Cada um tem que cuidar de si, pq na hora de protegerem-se, nenhum deles vai pensar como é que você vai ficar... - Podem até pensar, mas terão que protegerem-se primeiro.
E tb não lhes condeno o propósito de partir alguns corações quando que em seu próprio benefício... "Todo amor é amor próprio" e se vivermos em função dos outros, cedo ou tarde esqueceremos quem somos e perderemos o que éramos, assim como nos perdemos com a morte.
Leis da selva.


5 comentários:

Udi disse...

Quando abro meu coração, abro. Nada devo esperar em troca. A benção de arbitrar sobre o próprio coração já não seria recompensa e tanto?!

Érica Martinez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Érica Martinez disse...

grande Udinha...
A gente sabe que não deve mas sempre espera... Apesar de que, sim, arbitrar sobre o próprio coração seria uma benção, se ele próprio não fosse tãaao independente...

Udi disse...

...se não fosse assim, não seria uma bênção, nénão?

Flavio Ferrari disse...

As coisas nem sempre são o que parecem ser ...
E em momentos críticos nos relacionamentos humanos, sobram interpretações e falta serenidade.
Não é a hora de julgar ou decidir.
É um momento para introspecção.